LEI DO CARMA – CAUSA E EFEITO – JUSTIÇA DIVINA.


OBJETIVO

Promover a conscientização de que, se há uma causa para todo o efeito e um efeito para toda a causa, muito do que nos acontece hoje são “frutos colhidos daquilo que plantamos” e, com isso, compreender que, embora cada espírito herde as consequências de seus próprios atos cometidos ao longo das vidas sucessivas, sempre tem nas reencarnações as oportunidades de resgate e reparação.

RESUMO DO CONTEÚDO ABORDADO

O Carma, palavra sânscrita, representa a lei em que toda causa gera efeito semelhante, que abrange o próprio destino dos homens, quando todos os atos e todas as causas vividas pelos Espíritos em existências físicas atuais e anteriores, bem como no plano astral, ficam posterior e hermeticamente vinculados aos seus efeitos semelhantes no futuro. A soma total de tudo vivenciado, pensado, sentido, executado, falado, sofrido pelo espírito constitui o chamado “Carma”. Esse balanço pode resultar em superávit ou déficit espiritual, consequentemente, um bom carma ou um mau carma.

Chama-se "queimar" o carma, quando os seus próprios autores resgatam as dívidas ou comprometimentos assumidos pelas causas culposas do passado. Mas, em face de ser um processo dinâmico, cada nova causa ou ação boa ou má de hoje também produzirá um efeito bom ou mau nas vidas futuras, de forma que o Espírito encarnado pode, respectivamente, reduzir ou agravar as suas dívidas e comprometimentos pregressos.

Não é uma lei especificamente punitiva, pois, será dado “a cada um conforme as suas obras”.

Todas as ações no mundo material movimentam energias e substâncias físicas. Da mesma forma, quando o homem mobiliza no plano astral o material espesso, lodoso e quase físico, para vitalizar as suas atividades mentais inferiores, ele se torna o centro da eclosão de tais acontecimentos negativos e censuráveis, porque deve sofrer em si mesmo o efeito nocivo e danoso da carga patológica acionada imprudentemente.

Como consequência, após a desencarnação o Espírito intoxicado pelo fluido espesso é atraído e cai nas regiões do astral inferior, vitimado pela própria atuação danosa aos outros e a si mesmo.

Mas se ele eleva suas vibrações mentais e emotivas às frequências mais sutis, a fim de utilizar energia superior para nutrir bons pensamentos e sentimentos, essa matéria sublimada impregna o perispírito sem deixar-lhe resíduos enfermiços.

Além do carma pessoal, espíritos dos mais variados tipos e graus evolutivos e que se digladiam há milênios no curso das vidas humanas ficam sujeitos ao carma coletivo do próprio conjunto familiar, do povo, da raça e da própria humanidade planetária.

Na família terrena, sob a vestimenta carnal dos mesmos ascendentes biológicos, disfarçam-se espíritos amigos e inimigos, vítimas e algozes, credores e devedores, que ali se aproximam e se ajustam, sob a condição contemporizadora e convencional do lar humano. No seio da mesma família, tanto vivem espíritos amigos e unidos pelo amor, assim como almas inimigas e adversas imantadas pelo próprio ódio que geraram no passado.

Durante o treino afetivo e os interesses em comum, que unem os membros da mesma família, amainam-se ódios pregressos e cessam os impulsos irascíveis, estabelecendo laços que ficam mais fortalecidos pelo sentimento da partida de um membro para o Além.

O Espírito pode, ainda na vida física, resgatar suas faltas, mas não o fará através de algumas renúncias infantis ou fazendo a caridade após a morte, quando não tiver mais necessidade de nada. Deus não dá valor ao arrependimento estéril, sempre fácil. O mal apenas é reparado pelo bem e a reparação não tem qualquer mérito se não atingir a pessoa no seu orgulho, nos seus interesses, transformando-a de fato.

A condição de sofrimento ou felicidade, sendo proporcional ao grau de depuração do Espírito, faz com que a duração e a natureza dos sofrimentos dependam do tempo que ele leva para se melhorar. À medida que progride e seus sentimentos se depuram, seus sofrimentos diminuem.

A ideia infantil de que Deus, santos e sacerdotes simplesmente e radicalmente apagam as dívidas de um Espírito é ridícula, pois nenhum "Deus" e nenhum santo pode salvar o homem de suas más ações.

Cada um deve libertar-se por si mesmo! Nem nas profundezas do espaço incomensurável, nem no oceano imenso, nem nas gargantas das montanhas, um espírito encontrará asilo onde possa fugir à Justiça Divina.

Muita Paz!

Referências bibliográficas:

  1. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

  2. Evangelho à luz do Cosmo – Ramatis

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