AS DESIGUALDADES DE RIQUEZAS – POSSES TERRESTRES


OBJETIVO

Considerando que a meta da vida consiste na busca incessante de felicidade, esta palestra tem o objetivo de provocar uma reflexão sobre a escala de valores que norteia nossas vidas. Busca esclarecer que o enriquecimento material através da aquisição de bens, riqueza, poder, sucesso, beleza, saúde física, não constituem exclusivamente a felicidade plena do espírito, pois quando tudo desgasta, passa ou morre, vêm o tédio, a tristeza, o vazio e a depressão. Destacar que a conquista de valores espirituais representa a verdadeira fortuna imperecível que nos leva a estados de felicidade plena e paz interior.

RESUMO DO CONTEÚDO ABORDADO

Por que não são igualmente ricos todos os seres humanos? Por que existem a riqueza e a miséria?

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente conseguir-se-á resolver caso se considere apenas a vida atual ou uma única vida na matéria. Por que Deus daria riquezas e poder a uns e, a outros, a miséria? Deus não seria justo.

A Doutrina Espírita esclarece que tais circunstâncias ocorrem para experimentar cada espírito em situações variadas. Para tal, faz-se necessária a pluralidade de existências, através de sucessivas reencarnações, de maneira que o espírito possa experimentar estas circunstâncias, vivendo tanto numa como na outra e tirando daí o aprendizado. São provas difíceis, escolhidas pelos próprios Espíritos que, muitas vezes, nelas fracassam, pois se a miséria provoca a lamentação contra a Providência, a riqueza estimula todos os excessos. De um modo geral o homem não se preocupa em discernir entre o necessário e o supérfluo, gastando sua vida, sua saúde e seu tempo na satisfação de sua ganância e seus caprichos.

A Natureza lhe traçou o limite das necessidades, porém os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais. Apropriando-se dos bens da Terra para obter o supérfluo pode prejudicar aqueles a quem falta o necessário, tendo futuramente de responder por seus atos de egoísmo e ganância.

O limite entre o necessário e o supérfluo nada tem de absoluto. Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da civilização. Afirma-se que a felicidade não é deste mundo e, com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem juventude, nem o sucesso são condições essenciais à felicidade, pois, nem mesmo reunidas essas condições, muitas pessoas de todas as idades queixam-se amargamente da situação que se encontram. Têm tudo, mas são infelizes. Os homens correm para obter os bens terrestres como se os fossem guardar para sempre. Todavia, na vida material, o homem tem apenas a posse temporária dos bens.

O corpo físico foi concedido pelos pais e será abandonado com a morte. A família é uma equipe de corações afins em que ele estagia. O prestígio social é entretecido pelas opiniões de amigos e adversários. A fortuna material é um empréstimo temporário, que não raro lhe escapa do controle quando menos espera. Com a morte, todas as ilusões somem e o que importa de fato são a abnegação, a humildade, a tolerância, o altruísmo, a solidariedade, entre outros. Não será perguntado ao espírito o que ele foi, nem que posição ocupou, mas que bem fez com os bens que lhe foram confiados, quantas lágrimas enxugou, o quanto amou.

Efetivamente, o que o homem tem de si é a sua própria alma e, já que é usufrutuário de todos os bens da vida, deve estar constantemente prevenido para dar conta de si próprio ante as Leis de Deus em sua própria consciência, no tocante ao uso e proveito do que lhe foi confiado. Segundo a Doutrina Espírita, a felicidade consiste na posse do necessário, do ponto de vista material, e na consciência tranquila e na fé no futuro, do ponto de vista espiritual. Desta forma o homem deve viver a vida material buscando realizações e progresso, porém deve priorizar a conquista dos valores espirituais.

Para o homem espiritualizado e esclarecido a vida tem dimensões além do berço e da sepultura. A finalidade da existência corporal é a conquista dos va­lores eternos e o êxito consiste em lograr o equilíbrio entre o que se pensa ter e o que se é realmente, adquirindo a estabi­lidade emocional para permanecer o mesmo na alegria e na tristeza, na saúde e na enfermidade, no triunfo e no fracasso.

A aquisição do saber espiritual é lenta e árdua, mas cada passo à frente é terreno conquistado e jamais será esquecido.

Muita Paz!

Referências bibliográficas:

  1. O Livro dos Espíritos

  2. O Evangelho segundo o Espiritismo – Allan Kardec

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