A IMPORTÂNCIA DA DOR NA EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO

A IMPORTÂNCIA DA DOR NA EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO


OBJETIVO

Explicar o papel educativo das dores que nos afligem em nossa caminhada e que decorrem não de um castigo divino, mas de alarmes que evidenciam aquilo que nos afasta da harmonia das leis divinas. O espírito não reencarna para sofrer ou pagar por seus erros. Sob a ação da Lei de Causa e Efeito, o espírito repara os danos cometidos no passado e se depura para viver em harmonia com as Leis Divinas.

Conscientizar de que a o sofrimento deve ser superado pelo amor, pela meditação e pela compreensão da sua presença na vida dos seres como fator de progresso, necessidade de reeducação e mecanismo de evolução.

RESUMO DO CONTEÚDO ABORDADO

Do latim “dolor, dolóris” a palavra dor significa desconforto físico, tormento ou inquietação. As dores podem ser: físicas, decorrentes da sensação desagradável que se apresenta no corpo físico; dor emocional, decorrente do sentimento de mágoa, decepção, perda de entes queridos e desgostos do coração; dor psíquica, decorrente do arrependimento ou remorso pelo dano causado a outro ou a si mesmo; e dor social, decorrente de pena com relação a outro, compaixão.

O sofrimento é a forma que expressamos a dor que sentimos. Pessoas podem sofrer as mesmas dores diante das situações, mas o sofrimento pelo que passam pode ser muito distinto. Para uns é insuportável, enquanto para outros é tolerável.

Todavia, a dor e o sofrimento são consequências naturais da evolução do espírito, como fatores necessários ao despertamento de sua consciência individual no seio da Consciência Cósmica de Deus. Nos planos inferiores da criação não há evolução sem dor. A dor não é reação cega ou punição que espanca, mas medida pedagógica que educa, corrige e cura, pois sob a disciplina retificadora da Lei de Causa e Efeito o espírito fortifica sua memória e afirma a sua característica pensante. A resistência cria a dor, mas também fortalece o crescimento da consciência da centelha espiritual individualizada em Deus.

O espírito do homem, por ser de origem divina, pressente em sua intimidade que há de ser feliz, mas incipiente e ainda incapaz de alcançar essa ventura completa nas suas primeiras tentativas, sofre desilusões e toma por sofrimento detestável as correções cármicas que o conduzem novamente ao caminho certo.

Quantos homens caem por causa de sua própria culpa vitimados pelo desleixo, imprevidência, orgulho e ambição? Quantas pessoas arruinadas pela desordem, desânimo, má conduta ou por não limitarem seus desejos? Quantas uniões infelizes, fruto do interesse e da vaidade e nas quais o coração não serviu para nada? Quantos desentendimentos e desastrosas disputas se evitariam com um pouco mais de calma? Quantas doenças e enfermidades resultam da imprudência e excessos de toda ordem? Quantos pais são infelizes por causa dos filhos, por não combaterem neles desde pequeninos as manifestações de suas más tendências?

Os sofrimentos com que nos defrontamos na vida presente, quando não são originados na vida atual só podem ser consequências de erros cometidos em vidas anteriores.

Desta forma, é a dor que, muitas vezes, provoca o despertamento da consciência para que o homem busque as forças íntimas e a espiritualidade de forma a superá-la e reparar seu passado. A dor é a alavanca que força o homem a mudar pois seus atos, sentimentos e pensamentos estão em desacordo com a harmonia e a saúde do espírito.

As crises violentas de dor e sofrimento muitas vezes são necessárias ao Espírito reincidente em suas faltas. A dor nos faz olhar para dentro, penetrar a alma, devassar o íntimo e melhorar os efeitos, socorrendo e agindo nas causas que são diretamente ligadas ao afastamento das Leis Divinas.

Como tem o papel educativo a dor perdura durante o tempo necessário para que o homem se transforme e melhore, ou seja a duração e a natureza de seus sofrimentos dependem do tempo que ele gaste em melhorar-se. À medida que progride e que os sentimentos se lhe depuram, seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza.

A questão do sofrimento foi estudada pelo Buda que nos legou um caminho de superação através das Quatro Nobres Verdades:

– a verdade do sofrimento: estamos presos numa experiência reencarnatória cíclica até nos depurarmos e reconhecer o sofrimento é o primeiro passo;

– a verdade da causa: por não satisfazermos os desejos de nosso ego inferior surgem os três venenos: o apego, o ódio e a ignorância;

– a verdade da cessação: extinta a causa cessa o sofrimento ou seja, quando eliminamos em nós esses venenos cessa o sofrimento; e

– a verdade do caminho: é a senda óctupla composta por visão correta, intenção correta, fala correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta.

Isso não quer dizer que desenvolvendo virtudes estaremos livres das dificuldades. Significa estar no meio de dificuldades e não sofrer, não deixar o desespero e o sofrimento invadirem a alma. É o caminho da serenidade.

Muita Paz!

Referências bibliográficas:

  1. Fisiologia da Alma – Ramatis

  2. O Evangelho segundo o Espiritismo – Allan Kardec

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