OBSESSÃO – POSSESSÃO – ÍNCUBOS E SÚCUBOS – DESOBSESSÃO

OBSESSÃO – POSSESSÃO – ÍNCUBOS E SÚCUBOS – DESOBSESSÃO


OBJETIVO

Conscientizar sobre a realidade da influência espiritual exercida pelos desencarnados sobre nossos pensamentos e sentimentos, e que tal influência pode prejudicar nossas escolhas e, dependendo do tipo de afinidade, transformar-se em um processo obsessivo doloroso. Esclarecer suas nuances e os meios de ação destas influências, bem como a forma de tratar o problema.

RESUMO DO CONTEÚDO ABORDADO

Considerando que todos somos espíritos imortais e que para evoluirmos vivenciamos diversas encarnações na matéria, fica fácil compreender que ao longo destas experiências estabelecemos inúmeras relações de amor e de ódio com aqueles que nos são próximos na caminhada. Uma vez que somos imortais, essas relações permanecem após a desencarnação e muitas vezes se mantém por várias encarnações.

Considerando também que, embora encarnados, estamos mergulhados em um mundo povoado por espíritos desencarnados que convivem conosco todo o tempo, logo é natural que eles possam nos influenciar de forma sutil ou ostensiva, dependendo de seus interesses.

Esta influência de um espírito sobre outro, esclarecida na questão nº 459 de “O Livro dos Espíritos”, é um fato comum, pois emitimos e captamos pensamentos e sentimentos em conformidade com a Lei de Afinidades. Consequentemente o que deve ser objeto de nossa atenção é o tipo de influência, de pensamentos e de sentimentos que abrigamos em nossa mente.

Dependendo de nossos interesses e desejos íntimos, atrairemos entidades que tenham afinidade conosco estabelecendo com elas uma forma de parceria, boa ou má. Por outro lado, afeições e ódios de outras vidas podem facilitar a reaproximação e estabelecerem processos chamados obsessivos.

Em “O Livro dos Médiuns”, Capítulo XXIII, item 237, temos: “A obsessão é a ação persistente ou domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. É praticada pelos espíritos inferiores, que procuram dominar. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”.

Na forma sutil e amena, conhecida como obsessão simples, esta influência se manifesta por sugestões que alimentam nossos traços de caráter, manias, fobias, paixões, vícios, irritação, inveja, orgulho, vaidade, ciúmes e estimulam os excessos. Como estes pensamentos, sentimentos, desejos e gostos nos são próprios não percebemos a sutil influência. Basta, portanto, estimularem aquilo que somos ou gostamos. O obsidiado permanece no pleno uso de suas faculdades mentais e conserva o discernimento. Às vezes sabe que está errado nos absurdos em que incorre, mas não desenvolve esforços para modificar-se.

A fascinação já é uma influência mais persistente, vil, traiçoeira e sedutora, que espíritos vingativos exercem sobre um indivíduo, pois se serve de um mecanismo de profunda ilusão instalada na mente enferma do obsidiado, afetando-lhe as faculdades intelectuais e distorcendo seu raciocínio, sua capacidade de julgamento e sua razão. O espírito obsessor consegue inspirar em sua vítima uma confiança cega, enganando e explorando suas fraquezas morais. O obsessor começa a tomar conta da mente do obsidiado que não se considera enganado ou manipulado.

A subjugação é uma influência muito mais intensa e grave, pois produz a paralisação da vontade do obsidiado e o faz agir segundo a vontade do obsessor, levando-o a desvarios absolutamente incontroláveis. A subjugação pode ser moral ou corporal. Na subjugação moral, o obsidiado é colocado muitas vezes em situações moralmente comprometedoras. Na subjugação corporal, o espírito atua sobre os órgãos físicos e provoca movimentos involuntários, podendo levar aos mais ridículos atos. Boa parcela dos alienados mentais que estagiam nos hospitais psiquiátricos são vítimas da subjugação.

A chamada Possessão de fato não existe, pois um espírito não pode se apossar do corpo de um encarnado. Na realidade o obsessor subjuga corporalmente o encarnado que não encontra força moral nem vontade para resistir ao assédio em face de culpas de erros pretéritos. Enfraquecido e muitas vezes alucinado, ele cede o comando de sua mente ao subjugador que o faz agir como se estivesse possuído por um espírito malévolo.

Se por um lado vários espíritos tentarão alimentar as nossas más tendências, teremos também outros espíritos bons e amigos que se empenharão para nos influenciar no bem. A escolha do caminho e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós compete à nossa própria Consciência.

Considerando-se que o obsessor e o obsidiado são dois enfermos que se digladiam mutuamente em terrível crise de amargura gerada pelo ódio ou pela vingança, a aplicação somente de tratamentos e processos materiais ofertados pela Psiquiatria ou pela Psicanálise, podem não resolver totalmente o problema, necessitando, os pacientes, do concurso de um Tratamento Espiritual que os modifiquem profundamente.

Intervenção compulsória no mecanismo da obsessão, sem que haja sido iniciada a reforma íntima e espiritual do obsessor ou do obsidiado revela-se inútil, pois o simples afastamento à força do espírito obsessor não resolve problemas obscuros, cujas raízes podem estar fixadas há muitos séculos, num passado repleto de tropelias e crueldades recíprocas. Esse processo pode contemporizar temporariamente o problema doloroso, mas não soluciona a causa oculta da enfermidade.

Em todas as tarefas benfeitoras de tratamento desobsessivo só se deve empregar o recurso espiritual do diálogo fraterno voltado à compreensão e à conscientização, possibilitando o estabelecimento de estruturas íntimas para o despertamento do amor fraterno e do perdão.

ÍNCUBOS E SÚCUBOS – TRATAMENTO Nº 16

Conforme foi dito acima, as inúmeras relações de amor estabelecidas ao longo das existências anteriores podem permanecer vivas na mente dos desencarnados.

Em face disso, desencarnados ao identificarem antigos cônjuges e companheiros do passado, hoje encarnados, voltam a alimentar o sentimento e a paixão, buscando influenciar a atual vida do ex-parceiro, muitas vezes prejudicando os atuais relacionamentos, através de brigas, desajustes e destruição de lares, casamentos e amizades, impossibilitando o estabelecimento de relacionamentos afetivos na vida atual. Prevalece o ciúme e o sentimento de posse.

Para estes casos a SER oferece o Tratamento nº 16, específico para o esclarecimento desse tipo de entidade, objetivando a conscientização das vidas sucessivas e da família espiritual constituída dos inúmeros relacionamentos afetivos já vividos.

Muita Paz!

Referências bibliográficas:

  1. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

  2. A Vida além da Sepultura – Ramatis

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